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26 Março, 2020

Área de cereais de inverno decresce pelo sétimo ano consecutivo

Segundo o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas de Março, do Instituto Nacional de Estatística (INE), prevê-se, pelo sétimo ano consecutivo, uma redução da área instalada destas culturas, sendo que o trigo duro, em termos relativos, terá a maior diminuição, registada em -15%, face à campanha anterior.

Cereais

O triticale e da cevada vão descrecer em 10% e o decréscimo do trigo mole e da aveia situou-se em 5%. 

Foram concluídas, ao longo do mês de fevereiro, as sementeiras dos cereais praganosos, em particular as de cevada, o cereal de inverno com sementeira mais tardia.

De referir que os 106 mil hectares previstos nesta campanha são o resultado mais baixo desde que há registos estatísticos sistematizados (1918) e correspondem a cerca de 1/8 da área semeada nos primeiros anos (1986-1990) da adesão de Portugal à UE.

Fevereiro quente acelera desenvolvimento vegetativo dos cereais de outono/inverno

As germinações dos cereais de inverno foram boas, particularmente nas searas que foram semeadas mais tarde, que apresentam povoamentos regulares. As baixas temperaturas da primeira quinzena de janeiro promoveram o enraizamento e o afilhamento e as temperaturas anormalmente elevadas de fevereiro conduziram a um avanço no desenvolvimento vegetativo, adiantando o ciclo em cerca de duas semanas face ao habitual (a maioria das searas já se encontra na fase do encanamento).

Não existiram limitações à realização das adubações de cobertura em tempo oportuno, se bem que, em resultado da escassa precipitação, o aporte nutricional ainda não tenha sido significativo.

Estima-se um rendimento unitário de 1,27 toneladas por hectare para a aveia, o cereal mais precoce, semelhante ao registado na campanha anterior.