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7 Novembro, 2019

Psila Africana dos Citrinos alarma o Governo português

Em comunicado, o Ministério da Agricultura afirma que ” apesar de todas as medidas implementadas e seguimento das ações de monitorização no terreno (…) foi detetado, em outubro, um incremento da dispersão da praga no território nacional”. 

Trioza

A praga foi detetada principalmente na região do centro do país, “onde se localiza um número significativo de viveiros de plantas cítricas”.

Trioza erytreae, ou Psila Africana dos Citrinos, é considerado um organismo de quarentena na União Europeia, para os citrinos e outros hospedeiros ornamentais. “Este inseto, para além de provocar estragos diretos, é vetor da doença dos citrinos, a qual pode afetar seriamente a produção de citrinos a nível nacional e europeu”.

Esta doença ainda não foi detetada na União Europeia. Contudo, existindo o vetor, a probabilidade da sua entrada e dispersão é elevada.

Apoios governamentais para a prevenção

O Governo português realça que os serviços do Ministério da Agricultura “têm realizado todas as ações possíveis, nomeadamente a emissão de ofícios circulares divulgando as medidas fitossanitárias aplicadas para controlo do inseto, a definição e atualização de zonas demarcadas e zonas de vigilância e o estabelecimento de requisitos técnicos para a produção e comercialização de citrinos, conscientes do impacto das medidas fitossanitárias no setor viveirista”.

A DGAV e a DRAP do Centro têm vindo a trabalhar com o setor viveirista, “alertando para a necessidade de reconversão da forma de produção de plantas e fornecendo informação técnica sobre os requisitos a serem seguidos para a construção das estruturas”.

Neste âmbito, foi ainda disponibilizada uma verba de 2 milhões de euros, do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), para apoio financeiro a investimentos em viveiros para a produção de plantas de citrinos ou outras rutáceas, específica para o setor viveirista. 

Importa ainda salientar que, visando o controlo desta praga, está a decorrer um programa de luta biológica, com recurso a um inseto parasitoide específico, num trabalho conjunto e articulado entre as autoridades fitossanitárias portuguesas e espanholas. Prevê-se que os primeiros resultados deste programa venham a ser conhecidos a médio prazo.